Março - 2026 - Edição 311
A revolução dos colibris
A Revolução dos Colibris (Editora Formar/2025) é o mais novo livro de poemas de Renata Bomfim, que propõe uma reflexão poética sobre temas socioambientais. Na obra, o eu lírico traça um percurso poético composto por paisagens e elementos que buscam desterritorializar o antropocentrismo, na busca pela coexistência com outros seres. Para o poeta e historiador Fernando Achiamé, o livro é movido por uma “força imaginativa” que guia o(a) leitor(a) por “páginas e páginas de assombros”. A Revolução dos Colibris desvela que é no amor, em corpo e espírito, que a poética feminina de Renata Bomfim alcança a redenção. O Crítico literário Francisco Aurélio Ribeiro destaca que Renata é “essencialmente, poeta e ativista ambiental” e que “amalgamando mitos cosmogônicos e escatológicos, histórias e ciência, a autora vai recriando a história do nosso planeta” e “aprendemos com a poeta que “o amor precede a palavra”. O livro contou com o apoio do IEMA e será distribuído gratuitamente em bibliotecas públicas. Nascida em Vitória, no dia 21 de novembro de 1972, poeta, ensaísta e doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Renata é criadora da RPPN Reserva Natural Reluz (ES). Membro da Academia Espírito-santense de Letras, é autora de outros 4 livros de poesia.
Gilda Nunes, Administradora do Impossível
Gilda Nunes, Administradora do Impossível (CRA RJ), de Carlos Eduardo Drummond, reconstrói a trajetória da primeira e única mulher a presidir o Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro por uma década, período que atravessou desafios como o Plano Collor. A obra reúne pesquisa extensa e depoimentos que destacam o legado da biografada na gestão pública, sua liderança na conquista da sede própria do CRARJ e sua influência na formação da Administração moderna no Brasil. Pioneira na Administração de Empresas, Gilda Nunes transformou a profissão em um verdadeiro projeto de vida, liderando iniciativas importantes, enfrentando desafios severos. Sua gestão viabilizou a construção da atual sede do Conselho, um prédio de sete andares localizado na Tijuca. A biografia também destaca sua dimensão pessoal — filha, mãe, aluna, esposa — e revela uma mulher cuja vida foi marcada por coragem, sensibilidade e episódios de grande superação. Formado em Administração pela UERJ e pós-graduado em Relações Internacionais, Carlos Eduardo Drummond conta como uma boa iconografia. É coautor do livro Caetano — Uma Biografia (2017) e autor de Tempos Modernos: O Rio Metrópole, a Exposição de 1922 e a Incrível História do Palácio que Desapareceu durante a Ditadura Militar (2024), entre outras publicações.
As Três Vidas de Cate Kay
Um dos lançamentos da Editora Record para 2026 é As Três Vidas de Cate Kay, estreia na ficção da jornalista americana Kate Fagan, ex-jogadora de basquete e autora de livros premiados de não ficção. O romance entrou para a lista dos cem títulos de 2025 que merecem ser lidos, selecionados pela Time Magazine. O livro explora as três versões da protagonista, uma escritora de sucesso que usa pseudônimo e que, para revelar ao mundo sua verdadeira identidade, resolve revisitar a própria história. E acaba se envolvendo com a atriz principal do filme inspirado em seu best-seller, O Derradeiro Fim. Romance de amadurecimento único, As Três Vidas de Cate Kay explora a individualidade da memória. Centrado na experiência de uma jovem de cidade pequena com grandes ambições, a obra tem um enredo primoroso. Kate Fagan é jornalista vencedora do Emmy Award e autora do best-seller do New York Times What Made Maddy Run, semifinalista do Prêmio PEN/ESPN de escrita literária desportiva. Também é autora de três outros títulos de não ficção, ex-jogadora profissional de basquete e passou sete anos trabalhando como jornalista na ESPN. Kate atualmente mora em Charleston com sua esposa, Kathryn Budig, e seu cachorro, Ragnar.
Frutos do Dia de Faina
Frutos do Dia de Faina (Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2024) reúne parte da produção intelectual do renomado escritor cearense Linhares Filho. A obra reflete sobre os resultados de um dia de trabalho, relembrando suas atividades como pesquisador, professor e crítico literário. A maior parte dos ensaios vem de suas aulas na Universidade Federal do Ceará (UFC), abordando temas das literaturas portuguesa, brasileira, cearense e da teoria literária. O termo “faina” significa um trabalho difícil, penoso ou exaustivo, frequentemente associado a tarefas manuais ou rotineiras. Portanto, “frutos do dia de faina” é uma expressão que, metaforicamente, descreve o que se colhe após um período de grande esforço e dedicação. Grande parte dos textos é resultado das aulas ministradas na Universidade Federal do Ceará, na graduação ou na pós-graduação do Curso de Letras. Há também ensaios, discursos de recepção a acadêmicos e prefácios. Todos com o timbre da interpretação crítica. Conhecido como “Príncipe dos Poetas Cearenses”, Linhares Filho possui mestrado em Literatura Portuguesa e doutorado em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atuando ainda como professor titular de Literatura Portuguesa na UFC. Membro efetivo da Academia Cearense de Letras desde 1980, também faz parte da Academia de Letras e Artes do Nordeste.
O Fim do Jogo
O Fim do Jogo (Editora O Livreiro Galo), primeiro livro de Rafaela Manhã dos Guaranys, começou como um diário íntimo de sobrevivência. Ao final de 364 páginas, tornou-se um relato real, sensível e profundamente humano sobre romper ciclos, desaprender padrões e reconstruir-se a partir da própria verdade. A autora atuou por 10 anos na área comercial – cinco deles no setor de shopping centers e outros cinco no mercado financeiro – vivenciando de perto a cultura da alta performance, a busca incessante por resultados e os impactos emocionais que essa lógica pode gerar. Até que a vida – e o corpo – decidiram parar. Entre São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, Rafaela construiu uma carreira brilhante – mas o preço da alta performance se revelou em silêncio: o burnout que a levaria a um renascimento. O colapso foi o ponto de virada. Diante do limite, ela mergulhou na neurociência, na filosofia e na espiritualidade, transformando o próprio caos em caminho. Rafaela Manhã dos Guaranys é administradora formada pela PUC-Rio, onde também concluiu seu mestrado em Comercial e Vendas. Possui ainda um MBA e uma especialização em Leadership pela Mercy College, em Nova York. Atualmente, atua em projetos que unem bem-estar, autenticidade e propósito.
Flor
Flor (Editora Bertrand Brasil, 2022), escrito por Cintia Barreto e ilustrado por André Flauzino, trata de superação, cuidado, artes plásticas, amor à natureza, relação familiar e esperança. Com linguagem simples, embasada no poético, a narrativa potencializa a emotividade, propiciando a expansão da visão de mundo e afetividade. Ilustração e texto em perfeita sintonia favorecem diversas e criativas interpretações. Cintia Barreto é escritora e professora. Fez graduação, especialização, mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Lecionou na universidade pública e na rede privada. Ministra palestras nas áreas de Letras e em cursos de formação de professores. É autora de Entre Nós, Mar em Mim, Lia Lia e Gosto de Poesia, e tem poemas publicados na coletânea do Grupo Poesia Simplesmente. André Flauzino é formado em Desenho Industrial/Programação Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde 2014, é instrutor do Curso de Comunicação Visual do SENAI Artes Gráficas. Foi professor do Curso Superior de Artes Visuais e Ilustração da Faculdade Pestalozzi – Escola Superior de Ensino Helena Antipoff, de 2007 a 2013, e professor substituto da Escola de Belas Artes – CLA/BAF da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, de 2010 a 2012.