Março - 2026 - Edição 311
Leituras no Centro é o mais novo projeto do Instituto “Caminhos da Palavra”. Em parceria com o “Espaço Afluentes”, pretendem formar agentes de leitura que farão intervenções poéticas, contações de histórias, saraus e outras atividades em escolas, empresas e espaços públicos da região central carioca.
Aos 90 anos, Myriam Dauelsberg revisita sua história e a da Dellarte, uma das principais empresas dedicadas à difusão das artes no país. O resultado está na obra Atrás do Palco, da Editora Rebento.
Meu Nome é Francisca (Ed. José Olympio), de Mary del Priore, reconta a história de Chica da Silva, escrava que se tornou a mulher mais rica do Brasil ao herdar uma fortuna do marido, pai de seus 13 filhos.
Fotógrafo e psicólogo, Marcelo Celeste explora, em Tempo Possível (Independente), o tempo cíclico e o distanciamento da vida natural.
Maria Bethânia, Primeiros Anos (Ed. Letra e Voz), resultado da dissertação de mestrado na USP de Paulo Henrique Moura, analisa o início da trajetória profissional da cantora baiana.
Em Como Sei o Que Sei (Ed. Academia), a jornalista e escritora Petria Chaves entrevista grandes nomes da neurociência, psicanálise e arte para investigar o que é a intuição e como ela pode nos orientar em tempos de incerteza.
Mentes Brilhantes Não Pensam Igual (Ed. Record), organizado por Marcelo Gleiser e traduzido por Alexandre Cherman, discute questões como o uso de celulares, inteligência artificial, espiritualidade, ciborgues e o ser humano, entre outras.
A passagem da escritora francesa Jane Catulle Mendés em plena Belle Èpoque carioca é recuperada em detalhes no livro A Poeta da Cidade Maravilhosa (Ed. Autêntica), do jornalista Rafael Sento Sé.
Minhas Queridas e Outras Cartas (Ed. Rocco) reúnem dezenas de cartas escritas por Clarice Lispector para as irmãs Tânia e Elisa, entre 1940 e 1957, e para os filhos Pedro e Paulo, entre 1969 e 1970.
O Último Van Gogh (Ed. Globo), de Edney Silvestre, combina suspense, crime e poesia, tendo como pano de fundo a invisibilidade social, o desejo, a ambição e a arte como redenção.
Fragmentos de Fantasias, Rasuras Ficcionais (Ed. UFRJ), de Leonardo Bora, apresenta relações entre os estudos literários e os saberes do carnaval.
Uma Rosa pro Infinito (Ed. Caju), homenagem de João Vitor Araújo e Jorge Silveira à carnavalesca Rosa Magalhães, integra a coleção “Dobras da Folia”, série de livros sobre o Carnaval carioca.
A escritora e líder comunitária Rosemary de Sousa Ferreira, conhecida como D. Rosinha, lançou seu primeiro livro, aos 66 anos: Memórias do Meu Quilombo (Ed. Pallas) reúne 16 narrativas curtas tecidas a partir de vivências no Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira (MG).
Que Bicho Você Vê? (Ed. Ambayba), fotolivro de Patrícia Capella e Sergio Zallis, trabalha a pareidolia – a percepção de faces e lugares inesperados.
Em Pulsares (Ed. Lentes), Nelson Job apresenta sua “neoficção científica tropicalista”, tendo o Brasil como pano de fundo.
Histórias da América Latina em 100 Fotos (Ed. Bazar do Tempo), de Paulo Antonio Paranaguá, ilumina os bastidores da fotografia em um continente em ebulição.
Tênebra 2 (Ed. Fósforo), obra organizada por Júlio França e Oscar Nestarez, retira o terror brasileiro das sombras, reunindo 38 histórias do gênero escritas por grandes nomes da literatura brasileira, como Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Mário de Andrade, Lima Barreto, entre outros.
Sangue e Ruínas: A última Guerra Imperial 1931-1945 (Companhia das Letras), escrito pelo renomado historiador britânico Richard Overy, defende que a Segunda Guerra Mundial começou em 1931, com as conquistas japonesas na China – e não com a invasão alemã à Polônia.
A Biblioteca do Censor de Livros (Ed. Instante), de Bothayana Al-Essa, faz uma reflexão sobre a censura que tem sido imposta a livros, autores e leitores.
O Cinema de Walter Hugo Khouri (Ed. Cosac), de Donny Correia, faz um estudo crítico sobre a obra do cineasta paulista, incluindo filmografia com fichas técnicas, sinopses, reprodução de pôsteres e fotogramas.
A Hora Mágica (Ed. Patuá), de Carlos Messias, constrói habilmente a história de um psiquiatra que sofre de transtorno depressivo.
Morrendo de Rir (Ed. Arquipélago), de Elvira Vigna, tratando de memórias de infância a crises políticas, mostra o poder da concisão e do lirismo para lidar com os atropelos e as glórias do Brasil.
Não Jogue Fora um Homem Bom Desses (Ed. Faria e Silva), de Ana Emília Cardoso, faz uma radiografia bem-humorada dos sentimentos por trás de um divórcio.
Os Trabalhos e os Dias do Kim (A juventude comunista alemã), escrita em 1929 por Olga Benário, teve a edição organizada pela filha Anita Leocádia Prestes, com a ajuda do saudoso cineasta Silvio Tendler.
Anjos (Ed. FTD), coletânea de poemas de Roseana Murray, com ilustrações de Fayga Ostrower, evoca os anjos que habitam a memória, a natureza e o cotidiano.
Cruzando a leveza da infância com diversos temas atuais, Manoela Queiroz Bacelar e Fernando França lançaram 12 Coisas Que a Criança Sabe Que Existem (Ed. Armazém da Cultura).
Conversa Infinita (Ed. Quina) é o resultado de anos de pesquisa do psicanalista argentino Mariano Horenstein, entrevistando artistas e intelectuais, tendo como tema a mesma questão: como foi sua experiência com a psicanálise.