Setembro - 2026 - Edição 314
Andréa Fátima dos Santos
(Sāo Paulo, em
1975) Formada em Filosofia
pela Universidade de São
Paulo, é autora de romances, contos e livros juvenis.
Na adolescência escrevia
contos eróticos quando recebeu o convite para
criar uma seção de respostas a dúvidas sobre
sexo, como um personagem. Criou então o seu
pseudônimo, Andrea Del Fuego, referência à Luz
del Fuego. Seu primeiro romance, Os Malaquias
(2010), conta a história de três irmãos que ficam
órfãos quando seus pais são atingidos por um raio,
sendo agraciado como Prêmio José Saramago de
2011.
Foi publicado na Alemanha, Itália, Israel,
Suécia, Portugal e Argentina. Seu último romance, As Miniaturas, foi publicado na Argentina e
na França. Autora também da trilogia de contos Minto Enquanto Posso, Nego Tudo e Engano
Seu, dos juvenis Sociedade da Caveira de Cristal,
Quase Caio e Irmãs de Pelúcia. Ganhou o prêmio
Literatura Para Todos do Ministério da Educação
com a novela Sofia, o Cobrador e o Motorista.
Obras publicadas: Romances: 2021 – A Pediatra
(Companhia das Letras); 2013 – As Miniaturas
(Companhia das Letras); Contos: 2009 – Nego Fogo
(Dulcinéia Catadora); 2007 – Engano Seu (Ed. O
Nome da Rosa); 2005 – Nego Tudo (Fina Flor); 2004
– Minto Enquanto Posso (Ed. O Nome da Rosa);
Infanto-juvenis: 2013 – Sociedade da Caveira
de Cristal (Scipione); 2008 – Quase Caio (Escala
Educacional); 2008 – Crônica (Escala Educacional).
Cristovão Cesar Tezza
(Lages, 21 de agosto de 1952) Escritor brasileiro. Em 2026 recebeu o
Prêmio Machado de Assis
da Academia Brasileira de
Letras, pelo conjunto da
obra. Escreveu os romances Trapo (1988), Juliano
Pavollini (1991), O Fantasma da Infância (1992),
Uma Noite em Curitiba (1995), Breve Espaço
(1998), O Fotógrafo (2004), A Tensão Superficial do
Tempo (2020) e Beatriz e o Poeta (2022). Formou-se
em Letras em 1982, na Universidade Federal do
Paraná. Fez mestrado em Literatura Brasileira na
UFSC (1984), onde começou a dar aulas de Língua
Portuguesa como professor auxiliar. Em 1986,
entrou para o Departamento de Linguística da
UFPR, também na área de Língua Portuguesa, até
2009, quando se demitiu para se dedicar exclusivamente à literatura.
Seus livros já foram publicados
em uma dezena de países: França, Austrália, China,
Croácia, Inglaterra, México, Macedônia, Portugal,
Dinamarca (O Filho Eterno); Itália (O Filho Eterno
e O Professor); Holanda (O Filho Eterno e Um Erro
Emocional); Eslovênia (Uma Noite em Curitiba
e O Filho Eterno); Noruega (O Filho Eterno e O
Professor); Finlândia (O Filho Eterno e O Professor);
Estados Unidos (O Filho Eterno e Breve Espaço
entre Cor e Sombra); Portugal (O Filho Eterno) e
Espanha (edição em catalão de O Filho Eterno).
Além dos romances, tem contos publicados na
Alemanha, Áustria, Inglaterra, Finlândia, Itália,
Rússia, França, Estados Unidos, Equador e México.
Lídia Jorge
(Boliqueime, Loulé,
18 de junho de 1946)
Escritora portuguesa. Lídia
Jorge foi criada num meio
rural, de uma família de
agricultores. Licenciou-se
em Filologia Românica,
pela Faculdade e Letras da
Universidade de Lisboa. Décadas depois, veio a
lecionar também, como professora convidada na
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
entre 1995 e 1999.
Romances: O Dia dos Prodígios
– 1980; O Cais das Merendas – 1982; Notícia da
Cidade Silvestre – 1984; A Costa dos Murmúrios
– 1988; A Última Dona – 1992; O Vale da Paixão
– 1998; A Noite das Mulheres Cantoras – 2011; Os
Memoráveis – 2014; Estuário – 2018; Misericórdia
– 2022. Contos: A Instrumentalina – 1992; O Belo
Adormecido – 2004; Praça de Londres – 2008;
Amor em Lobito Bay – 2016 (antologia). Literatura
Infantil: O Grande Voo do Pardal, ilustrado por
Inês de Oliveira – 2007; O Conto da Isabelinha –
Lilibeth’s Tale, ilustrado por Dave Sutton – 2018.
Teatro: A Maçon – 1997; Instruções para Voar –
2016. Prêmios literários: Prêmio Malheiro Dias,
Academia das Ciências de Lisboa (1981); Prêmio
Literário Cidade de Lisboa (1982 e 1984), Prêmio
Correntes d’Escritas (2002), O Vento Assobiando
nas Gruas; Prêmio da Latinidade, João Neves da
Fontoura, União Latina (2011); Grande Prêmio
de Literatura DST (2019), Prêmio do PEN Clube
Português de narrativa (2023), Misericórdia,
Prêmio Literário Fernando Namora (2023);
Prêmio Estatal Austríaco de Literatura Europeia
(2026) e Prêmio Camões (2026).