Maio - 2026 - Edição 312
Ana Petra Costa
(Belo Horizonte, 8 de julho de 1983) Cineasta, roteirista, produtora e narradora brasileira. Começou sua trajetória artística no teatro, ingressando aos 17 anos no curso de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP). Graduou-se em Antropologia pelo Barnard College (Columbia University) e fez mestrado em Desenvolvimento Social na London School of Economics. De volta ao Brasil, dedicou seu tempo ao cinema, primeiro como pesquisadora e assistente de direção depois como diretora. Seus filmes conquistaram reconhecimento em festivais como Sundance, Veneza, IDFA, Locarno, entre outros. Em 2020, seu filme Democracia em Vertigem foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário no 92nd Academy Awards, ganhou o Peabody Award. Membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas desde 2018. Dirigiu os filmes Olhos de Ressaca (2009), Elena (2012), Olmo e a Gaivota (2015) e Democracia em Vertigem (2019), sendo indicado ao Oscar de melhor documentário, e Apocalipse nos Trópicos (2024) pela Netflix. Iniciou sua carreira com o curta-metragem Olhos de Ressaca (2009). O filme foi exibido no MoMa (NY), sendo premiado em mais de dez festivais nacionais e internacionais. Em 2012, lançou seu primeiro longa-metragem, Elena, premiado em diversos festivais. Em 2024, Petra lançou Apocalipse nos Trópicos (2024), um documentário que investiga o entrelaçamento entre religiao e política no Brasil e o papel das ideologias apocalípticas evangélicas na ascensão da extrema-direita.
Daniela Arbex
(Juiz de Fora, 19 de abril de 1973) Jornalista e documentarista brasileira. Formada em Comunicaço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1995, iniciou a carreira no jornal Tribuna de Minas, do qual foi repórter especial por mais de duas décadas. Mesmo distante dos grandes centros, conseguiu reconhecimento para o seu trabalho de repórter investigativa. É autora do best-seller Holocausto Brasileiro, eleito Melhor LivroReportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (20130) e segundo melhor Livro-Reportagem no Prêmio Jabuti (2014). Em 2015, Daniela publicou Cova 312 que lhe rendeu o prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem. Em 2018, lançou Todo Dia a Mesma Noite, que narra a história não contada da Boate Kiss. Em 2020, lançou sua primeira biografia, Os Dois Mundos de Isabel. Em 2022, foi a vez de Arrastados: Os bastidores do rompimento da barragem de Brumadinho, vencedor do prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos 2023. Em 2024, a escritora publicou Longe do Ninho, livro que retrata o incêndio no CT do Flamengo. No dia 25 de janeiro de 2023, a série Todo Dia a Mesma Noite, produção baseada no livro de Arbex, pela Netflix. Em 2024, o documentário Holocausto Brasileiro entrou para o catálogo da Netflix. Obras: 2013 – Holocausto Brasileiro; 2015 – Cova 312; 2018 – Todo Dia a Mesma Noite; 2020 – Os Dois Mundos de Isabel; 2022 – Arrastados; 2024 – Longe do Ninho. Todos os livros possuem edições em 2025 pela Intrínseca.
Mariana Salomão Carrara
(São Paulo, 1986) Escritora, poeta e defensora pública brasileira. É autora dos romances Não Fossem as Sílabas do Sábado e A Árvore Mais Sozinha do Mundo, vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura de 2023 e 2025. Graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 2009. Desenvolve pesquisa no âmbito do Ensino Jurídico e trabalha como defensora pública. Desde a infância, demonstra interesse pela escrita. Durante a adolescência, teve contato com a obra de Lygia Fagundes Telles, considerada uma de suas principais influências literárias. Seu primeiro livro publicado foi o romance Idílico (2007), seguido por Delicada uma de Nós (2015), Fadas e Copos no Canto da Casa (2017), Se Deus me Chamar Não Vou (2019, finalista do Prêmio Jabuti em 2020), É Sempre a Hora da Nossa Morte Amém (2021) e pelo vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2023, Não Fossem as Sílabas do Sábado (2022). Em 2024, publicou o romance A Árvore Mais Sozinha do Mundo, que recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura de 2025, e participou com um conto da antologia O Dia Escuro, organizada por Fabiane Secches e Socorro Acioli. Também foi convidada para a FLIP no mesmo ano. Obras: Idílico (2007); Delicada uma de Nós (2015); Fadas e Copos no Canto da Casa (2017); Alice Bordô Maravilha (2019); Se Deus me Chamar Não Vou (2019); É Sempre a Hora da Nossa Morte Amém (2021); Não Fossem as Sílabas do Sábado (2022); A Árvore Mais Sozinha do Mundo (2024); Sabor Paciência (2025).