Editorial

O ano de 2019 chega com fundadas esperanças de melhores dias para a área cultural. No caso dos livros, existe a realidade de que continuam vendendo bem, embora haja uma crise na exploração das livrarias, sobretudo as “megas”. O problema é que elas se desviaram do caminho, passando a vender livros e eletrodomésticos, o que positivamente não combina. Haverá uma rearrumação da área e livrarias pequenas (e, talvez, as médias) passarão a ter vez no comércio, revigorando o setor. Isso é importante, pois não se pode admitir que haja uma crise definitiva nas livrarias. A cultura brasileira não pode prescindir da existência de livros à disposição do público. Temos uma tradição a ser respeitada no setor, em que assinalamos grandes e famosas empresas. Para não ir muito longe, lembramos do que representou a José Olympio para esse comércio. Ela distribuía livros de alguns dos nossos maiores autores, como a saudosa Rachel de Queiroz, além de servir de ponto de encontro dos intelectuais na sua famosa sede da rua Marquês de Olinda. Temos que reviver esses gloriosos tempos.

O Editor