Lançamentos

Redes Sociais

13 Segundos (Editora Galera) de Bel Rodrigues é um mergulho nas dores e delícias da juventude, com doses de coragem e empoderamento. A autora, com mais de 300 mil seguidores no Youtube, trata de assuntos como ataques virtuais e a força das grandes amizades de forma emocionante, e prova que a internet pode devastar uma vida mas, ao mesmo tempo, criar uma forte onda do bem. Quanto estrago pode causar uma exposição na internet? Nos tempos de alto poder de compartilhamento das redes, um vídeo viralizado pode vir para o bem e para o mal, e disso Lola sabe bem. Lola é uma menina como as outras. Rodeada de boas amigas e com o vestibular batendo à porta, ela divide as obrigações da idade com a maior paixão: cantar no coral da escola. Quando descobre que o coral será extinto, cria um canal de covers no Youtube que, em pouco tempo, fica famoso na internet. Mas nem tudo são flores. Envolvida com John, o intercambista canadense da escola, e precisando conviver com Leo, seu ex-namorado ciumento, Lola vê tudo desmoronar com a divulgação de um vídeo de apenas 13 segundos. “Lola é uma personagem cheia de defeitos que eu fiz questão que fossem colocados. (...) No começo da história, ela ainda tem alguns pensamentos machistas que vão perdendo o sentido ao longo da narrativa, pois ela sente, mais do que ninguém, o machismo na pele”, conta Bel Rodrigues em entrevista ao Blog da Record.

Explorando o lago

Uma Casa no Fundo do Lago (Editora Intrinseca) de Josh Malerman conta a história de uma casa que James e Amélia encontram no fundo de um lago. Em comum, além da idade, têm o fato de estarem um a fim do outro e de serem tomados pelo nervosismo quando James chama Amélia para sair. Mas tudo parece perfeito para um primeiro encontro: um passeio de canoa pelos lagos, levando um cooler cheio de sanduíches e cervejas. À medida que se aprofundam na exploração, os dois chegam a um lago escondido e encontram algo impressionante debaixo d’água. Um lugar perigosamente mágico: uma casa de dois andares com tudo que tem direito – móveis, um jardim, uma piscina e uma porta da frente, que está aberta. Enquanto, fascinados, vasculham o imóvel e tentam passar uma boa impressão para o outro, cresce o medo. Será que um local misterioso como aquele esconde alguém – ou algo – vivo? Uma coisa é certa: depois de mergulhar nos mistérios da casa no fundo do lago, a vida deles jamais voltará a ser a mesma. Josh Malerman é autor americano e vocalista da banda de rock The High Strung. Atualmente vive em Ferndale, Michigan. Malerman primeiro começou a escrever sobre um cão que viaja no espaço. Desde então, ele já escreveu vários romances inéditos e seu romance de estreia Caixa de Pássaro foi publicado no Reino Unido e nos Estados Unidos em 2014 muito aclamado pela crítica. Uma Casa no Fundo do Lago tem tradução de Fabiana Colasanti.

Rainha de Copas

Um dos principais nomes no concorrido segmento de literatura jovem atual, Marissa Meyer recria o passado da famosa Rainha de Copas, personagem do clássico Alice no País das Maravilhas, no aguardado lançamento Sem Coração (Editora Rocco). Conhecida pela série Crônicas Lunares, na qual reconta tradicionais contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve com uma abordagem futurista e inusitada, Marissa Meyer alcançou o topo da lista dos mais vendidos do The New York Times com Sem Coração, e a preferência dos leitores com suas tramas de ritmo ágil e final surpreendente. A autora é um dos nomes confirmados para participar da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 3 a 12 de agosto. Primeiro romance avulso da autora depois da bem-sucedida série Crônicas Lunares – Cinder, Scarlet, Cress, Winter e o spin-off Levana – Sem coração é a história da jovem de 17 anos que sonha em abrir uma confeitaria com sua melhor amiga e empregada, Mary Ann. Mas Catherine é de família nobre, e confeiteira é uma função exercida por meros plebeus. Para realizar seu sonho, Catherine tenta conquistar o rei, enviando para ele macarrons, tortas de limão e outras delícias. O que ela não previa era que o rei se apaixonasse por ela e a pedisse em casamento. E pior: numa das festas no palácio, ela conhece o Coringa, o novo bobo da corte, por quem se apaixona perdidamente. Nasce aí um amor proibido que marcará a vida de Catherine para sempre.

Bússola mágica

Nora Roberts acaba de lançar seu mais novo livro, Baía dos Suspiros, pela Editora Arqueiro com tradução de Maria Clara de Biase. Para celebrar a ascensão ao trono de sua nova rainha, as deusas da lua criaram três estrelas, de fogo, água e gelo. Mas a deusa da escuridão as fez cair do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos. Os seis guardiões, três homens e três mulheres de natureza especial, seguem unindo forças na busca pelas estrelas. Com sua bússola mágica, Sawyer King os transporta para a ilha de Capri, onde está escondida a Estrela de Água. Agora, eles vão precisar contar ainda mais com a sereia Annika. Nova neste mundo, sua pureza e beleza são de tirar o fôlego, assim como sua lealdade e disposição em proteger os novos amigos. Sawyer logo se vê atraído por seu espírito alegre. Mas Annika deve voltar para o mar em breve, e ele sabe que, se permitir que ela entre em seu coração, nenhuma bússola será capaz de guiá-lo para a terra firme. Enquanto isso, na escuridão, Nerezza está furiosa com a primeira derrota e planeja um retorno ainda mais maligno. Ela perdeu uma estrela para os guardiões, mas ainda há tempo para derramamento de sangue. Pois uma nova arma está sendo forjada. Algo mortal e imprevisível. Nora Roberts, autora número 1 da lista de best-sellers do mundo inteiro, com quase 200 romances publicados, é saudada como uma contadora de histórias que possui versatilidade e talento. Sob o pseudônimo J. D. Robb, escreve os livros de suspense que integram a série Mortal.

Guerra Santa

Anita Shapira, no seu mais recente livro Israel – Uma história (Editora Paz e Terra), não ignora a narração dos conflitos, mas optou por discorrer sobre os motivos que levaram às guerras e sobre os fatos ocorridos nos períodos de paz. A historiadora analisa conjuntamente o desenvolvimento político, social e cultural da Palestina sob o mandato britânico e propõe compreender de forma profunda os desafios de construção da nação israelense, incluindo a imigração em massa, a modificação dos hábitos culturais, a política de guerra, a diplomacia mundial e a criação de instituições democráticas e de uma sociedade civil. O livro aborda questões polêmicas, como a destruição dos vilarejos árabes conquistados durante a guerra de 1948-1949 – dando ampla divulgação aos estudos realizados pelos chamados “novos historiadores”, entre os quais Benny Morris –, e apresenta o resultado do conflito na região, a partir das fronteiras com outros Estados etnicamente homogêneos no período pós-Segunda Guerra Mundial. A autora conta a história de Israel de maneira empolgante, numa narrativa organizada cronologicamente. O livro apresenta o surgimento do sionismo na Europa, no contexto das relações entre judeus, árabes, turcos e outros setores da Palestina sob o domínio otomano. Uma das mais notáveis pesquisadoras sobre o tema, a autora não se limita a relatar exclusivamente a guerra e os conflitos árabes-israelenses, ao contrário do que a maioria dos livros sobre o assunto costuma fazer.

Guerra Civil

“Meu nome é Myriam, eu tenho treze anos. Cresci em Jabal Saydé, o bairro de Alepo onde nasci. Um bairro que não existe mais.” O Diário de Myriam é um registro comovente e verdadeiro sobre a Guerra Civil Síria. Escrito em colaboração com o jornalista francês Philippe Lobjois, que trabalhou ao lado de Myriam para enriquecer as memórias que ela coletou em seu diário, o livro descortina o cotidiano de uma comunidade de minoria cristã que sofre com o conflito através dos olhos de uma menina. Assim como acompanhamos a Segunda Guerra Mundial pelos olhos da pequena Ada em A Guerra que Salvou a Minha Vida e A Guerra que me Ensinou a Viver, O Diário de Myriam apresenta a perspectiva de uma menina que teve sua infância roubada ao crescer rodeada pelo sofrimento provocado pela Guerra da Síria, iniciada em 2011. Myriam começou a registrar seu cotidiano após sugestão da mãe, que propôs que ela contasse tudo aquilo que viveu para, um dia, poder se lembrar de tudo o que aconteceu. Escrito entre novembro de 2011 a dezembro de 2016, o diário alterna entre as doces memórias do passado na cidade de Alepo e os dias doloridos e carregados de incertezas. E é com a sensibilidade de uma autêntica contadora de histórias que ela narra a preocupação crescente de seus pais com as notícias na TV, as pinturas revolucionárias nos muros da escola, as manifestações contra o governo, a repressão, o sequestro de seu primo e, por fim, os bombardeios que destroem tudo aquilo que ela conhecia.