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Não se pode entender muito a razão pela qual o Brasil jamais deu um Prêmio Nobel. Mesmo o da Paz andou perto de um brasileiro, quando se falava em D. Hélder Câmara ou o professor Josué de Castro. Em matéria de literatura, a Academia Brasileira de Letras, quando instada a citar um nome, enviou para a Academia Sueca o de Nélida Piñon, que, convenhamos, é uma bela indicação. Mas sabe-se que temos alguns obstáculos, o principal dos quais é a língua portuguesa. Os julgadores não conhecem o nosso idioma e, portanto, têm dificuldades para tomar conhecimento do que se passa no íntimo da nossa literatura. Mas vamos continuar insistindo, pois o país merece esse tipo de homenagem. Se foi possível dar o Prêmio a José Saramago, por que não se pode chegar a um titular brasileiro? Lembramos que, durante alguns anos, a nossa indicação era Jorge Amado – e teria sido uma belíssima lembrança. Nisso tudo, é preciso considerar que só se dá o Prêmio Nobel com o aval do governo do país concernente. E o nosso tem sido sempre reticente, em matéria de nomes. Dia virá em que haverá essa coincidência – e teremos a alegria de comemorar esse tipo de concessão.

O Editor
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