Editorial

Se o ensino superior brasileiro, segundo dados oficiais, perdeu cerca de 200 mil alunos nos últimos três anos, como não acreditar que o nosso mercado livreiro esteja enfrentando uma séria crise? Mesmo sabendo-se que a indústria de apostila floresce nas universidades, como testemunhei na UERJ, registra-se hoje o fechamento de uma série de livrarias, por absoluta impossibilidade de sobrevivência.

É alta a inadimplência, mesmo em empresas que aparentemente teriam o apoio internacional para as suas atividades. É um comércio que assinala índice de perda como talvez jamais tenha ocorrido. Trata-se de um formidável prejuízo para a cultura brasileira. Quantos anos precisarão se passar até que esses efeitos negativos sejam suplantados? Outro fato que devemos registrar é a desaceleração no número dos nossos escritores, por absoluta falta de incentivos. Se livros não são vendidos, por falta de livrarias, é claro que isso se refletirá no número de escritores em atividade, no mercado editorial. Tudo é profundamente lamentável, uma perda para a cultura brasileira.

O Editor