Breves

por Manoela Ferrari

Três eventos importantes marcam a viagem do Acadêmico Antônio Carlos Secchin a Lisboa, neste mês de maio. Além da palestra sobre sua criação literária, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o escritor tomará posse na Academia de Ciências de Lisboa e, por fim, lançará sua mais recente obra – Desdizer, na Biblioteca da Imprensa Nacional.

O Prior da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, Monsenhor André Sampaio, lançará este mês uma das mais importantes obras sobre a instituição. Trata-se de um livro com a história da Ordem que há mais de 1000 anos é uma das guardiãs da tradição católica. Monsenhor Sampaio faz parte do Corpo Diplomático da Santa Sé, já tendo servido em várias Nunciaturas Apostólicas do mundo. É um dos mais preparados Sacerdotes Católicos da atualidade.

A sessão de autógrafos do novo livro do rabino Nilton Bonder – Alma & Política – Um regime para seu partidarismo, lançado pela Editora Rocco, contou com a leitura de trechos da obra por Mateus Solano e Joice Niskier, na Livraria da Travessa de Ipanema.

Encomendada ao jornalista Paulo Roberto Pires, com o aval da família, a Editora Todavia prepara a biografia completa do saudoso escritor carioca Millôr Fernandes, que foi casado com a querida Cora Rónai.

Títulos brasileiros da psicanalista Maria Rita Khel, da urbanista Raquel Rolnik e da autora de obras infantis Tatiana Tokitaka, pertencentes à Editora Bom Tempo, foram negociados para a Inglaterra, Argentina, Chile, Espanha e Uruguai.

Marcando 20 anos da série “Música no Museu”, responsável só no ano passado por cerca de 420 concertos no país, Sérgio Costa e Silva prepara livro comemorativo para publicação ainda neste semestre.

No momento em que se procura fortalecer o mecanismo de incentivo cultural, a Lei Rouanet, desde a sua instituição, há 26 anos, até ao fim da última temporada, injetou mais de R$ 16 bilhões no setor em projetos de todas as ordens.

Concretizada na segunda metade de 2017, a compra da FENAC pela Cultura fez esta passar de 17 para 29 lojas em São Paulo, tornando-a a maior livraria do Brasil. A rede completa 70 anos, desde o início comandada por Pedro Herz, responsável pelo lançamento de O Livreiro, com 240 páginas, pela Ed. Planeta, contando ele próprio a sua história no ramo.

Morta aos 73 anos, em 2004, Hilda Hilst será a terceira mulher homenageada numa FLIP-Festa Literária Internacional de Paraty, este ano na 16ª edição, confirmadíssima entre 25 e 29 de julho. A escritora acumulou premiações como Jabuti e APCA, havendo sido traduzida para o inglês, francês, alemão, espanhol, italiano e japonês. Antes dela, Clarice Lispector, em 2005, e Ana Cristina César, em 2016, foras as escolhidas.

Novo espaço de arte no centro da capital paulista, o Farol Santander, majestosa sede do antigo Banespa, reabriu após longas e cuidadosas reformas com atrações em 18 de seus 35 andares, ficando aberto ao público de terça a domingo, das 9 às 19 horas.

Embora o centenário de João Cabral de Melo Neto só aconteça em 2020, a Ed. Todavia já fechou com Ivan Marques, professor de literatura brasileira da USP, para publicação da biografia do poeta no início daquele ano.

Um novo selo de quadrinhos será entregue ao público pela Editora Rico, com foco em autores brasileiros.

No segundo semestre, a Globo Livros coloca nas livrarias a biografia da grande estrela do cinema francês Brigitte Bardot, responsável por inserir a praia fluminense de Búzios no cenário internacional, através das provocantes fotos com ela feitas pela imprensa do mundo inteiro em suas areias.

Completando 30 anos, Virando a própria mesa – uma história de sucesso empresarial made in Brazil, escrito pelo empresário Ricardo Semler, com mais de 500 mil livros, teve edições em 36 países. Impresso pela Nova Cultural, a obra foi antes recusada em variadas editoras nacionais.

Até o mês de junho deverão ser concluídas as reformas no prédio da Biblioteca Nacional, no Rio, estendidas durante os últimos sete anos. Foram financiadas por recursos do Ministério da Cultura.

Reúne 20 contos o novo livro do escritor mineiro Luiz Ruffato, edição da Companhia das Letras: A cidade dorme. Em 2016, ele sagrou-se o primeiro não europeu a faturar o Prêmio Internacional Hermenn Hesse, da Alemanha.

Com mais um título lançado na praça, História dos Crimes e da Violência no Brasil, com 485 páginas, pela Editora Unesp. Este em associação com Angélica Müller, da Universidade Federal Fluminense, Mary del Priore, da Universidade Salgado de Oliveira, atinge 48 livros de História.

Em 2017, conforme a União Brasileira de Compositores, as mulheres obtiveram renda média 28% inferior aos homens em direitos autorais, pela execução pública de suas músicas.

Coube à Editora Ter-60 os direitos da publicação na Itália do livro Sonata em Auschwitz, da escritora brasileira Luize Valente. Na França, a escolha recaiu sobre a Ed. Les Escoles.

Baseada em livro do português Norberto de Morais, Patrícia Andrade está produzindo para a TV Globo a série “O pecado de Porto Negro” em dez episódios.

Uma história única, último romance do laureado escritor britânico Julian Barness, aterrissa em junho no Brasil pelas mãos da Editora Rocco.

Um dos nomes da atualidade literária mundial, Margaret Atwood terá publicado no Brasil, pela Ed. Morro Branco, HagSeed.

Adquirida nos EUA pela Avery Press, a autobiografia de Gisele Bündchen para os brasileiros ficará sob a responsabilidade da Editora Record.

Serão conhecidos, em junho, os vencedores do Prêmio SESC 2018. Sempre incentivando o aparecimento de novos valores, a entidade recebeu este ano a inscrição de 1.540 originais: 820 para romances e 720 para contos.

Ficou acertada a data de 31 de maio para o lançamento de Hippie, livro mais recente de Paulo Coelho (Ed. Paralela / Companhia das Letras).

Sai, ainda este ano, pela Ed. Zahar, Dicionário amoroso da psicanálise, escrito pela francesa mundialmente famosa no setor Elisabeth Roudinesco.

Sempre na frente, nasce, em São Paulo, o Espaço Cultural Cerverbaria, primeira cervejaria-editora do mundo. Nos rótulos das garrafas, textos inéditos e eventos diários em happy-hours, reunindo bate-papos com os autores.